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sexta-feira, novembro 19, 2010

Igreja Católica e a biblia sagrada


Igreja Católica e a leitura da Bíblia

Seria verdade que a Igreja Católica proibia as pessoas de lerem a Bíblia? Que ela não traduzia a Bíblia para outras línguas, para que as pessoas não pudessem lê-la? E mais, a Igreja Católica queimava Bíblias??? É claro que não! Muitos livros de História e de formação religiosa não católica, estão ensinando inverdades por aí há muitos anos, e muitos estão acreditando...

Desde o início do Cristianismo havia o costume de se queimar livros que tivessem conteúdos contra a fé cristã (At 19:19). Por exemplo, hoje seriam queimados pelos cristãos livros como “O Código Da Vinci”, “Harry Potter”, “A cabana”... e seus respectivos filmes seriam condenados e proibidos. Tudo isso em zelo da verdade. As meias verdades e as mentiras contidas nessas obras, desviam muitas pessoas ainda fracas na fé além de ofender a Verdade Divina de Deus. Não somos hoje proibidos de ler, precisamos estar informados para debater e evangelizar, desde que em nada altere a nossa fé.

A Igreja Católica, desde o século I, enfrenta heresias (desmentir a Verdade), blasfêmias (xingar e maldizer a Deus e Suas obras) e profanações (mal uso de coisas santas). Em resposta aos rebeldes sem arrependimento, ela costuma adotar as regras bíblicas: afastamento, expulsão e condenação pública aos atos e/ou palavras da pessoa. Sendo assim, começaram a surgir obras literárias ensinando doutrinas diferentes da fé cristã. Seus autores eram chamados a atenção, precisavam se retratar. Caso não acontecesse, as obras eram condenadas pela Igreja como heréticas e tudo mais. Eram proibidas, e em casos extremos, os escritos poderiam ser queimados. Mesmo se os autores fossem cristãos ou mesmo do Clero (padres, bispos).

Mas, então a Igreja Católica mandou queimar bíblias? Não exatamente! O que aconteceu foi que John Wycliffe, um padre que se separou do Catolicismo Romano, traduziu a Bíblia para o inglês. O secretário dele, John Purvey, incluiu um conteúdo cheio de heresias, como notou São Thomas More. Depois William Tyndale, outro líder protestante, fez algo semelhante a ele. São Thomas More, que viveu naquele tempo, comentou que, procurar erros na “bíblia” de William Tyndale era semelhante a procurar água no mar. Ou seja, havia abundâncias de erros na tradução bíblica de Tyndale (Henry G. Graham, Where We Got The Bible (TAN Books, 1977) pp. 128,130).

William Tyndale era pastor da Igreja Protestante Anglicana, e as heresias na sua versão bíblica, foram condenadas, não só pela Igreja Católica, mas, pela própria Igreja Anglicana!!! As traduções de Tyndale foram banidas pelas autoridades da igreja anglicana como sendo corrupção das Escrituras, e o próprio Tyndale foi queimado na fogueira em 1536 em Vilvoorden (10 kms a nordeste de Bruxelas), Bélgica, sob a instigação de agentes de Henrique VIII, rei da Inglaterra, e a Igreja Protestante Anglicana, por ordem do Imperador de Augsburg. Suas últimas palavras foram, “Senhor, abre os olhos ao rei da Inglaterra (fundador e líder da igreja anglicana)”.
Enciclopédia “Tio Sam”

Outro ‘tradutor’ protestante da Bíblia foi Miguel Servet. Sobre este sabemos que João Calvino, segundo maior líder protestante, que deu origem a Igreja Presbiteriana ou Calvinista, em 1522, obteve tantas cópias quanto pôde ter achado da Bíblia de Miguel Servet para serem queimadas, já que Calvino não a aprovou. Depois Calvino queimou o próprio Miguel Servet na estaca por ser unitário.(cf. Warren H. Carroll, The Building of Christendom (Christendom College Press, 1987) p. 129.)

Desconheço indícios de que a Igreja Católica tenha queimado essas versões heréticas da Bíblia, mas, as condenou sem dúvida alguma. Porém, se as tivesse queimado não estaria fazendo isso sozinha, pois, protestantes também as condenaram e além disso, as queimaram!

É afirmado também por muitas pessoas que o Papa Júlio III, teria proibido a leitura da Bíblia ao povo, após um tal estudo enviado a ele feito por três bispos. O suposto documento condenando a leitura da Bíblia teria o nome de “Direções Concernentes Aos Métodos Adequados A Fortificar A Igreja De Roma”.
Tal documento estaria arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, fólio B, número 1088, vol. 2, págs. 641 a 650. Parece real não é? Mas, não é tão real assim.

Embora a Biblioteca tenha outro nome, Biblioteca Nacional de Paris, o documento existe, porém, a autoria não é de bispo nem de papa algum. Quem escreveu este ‘documento’ foi nada mais nada menos do que Píer Paolo Vergerio (1498-1565), um protestante. Ele simplesmente criou toda essa situação, numa obra literária, sem prova alguma, e afirma serem atitudes e palavras do Clero da Igreja Católica.

Tal ‘documento’ não possui crédito algum entre os historiadores. Além de ninguém saber o nome dos três supostos bispos, o Papa Júlio III presidiu o Concílio de Trento por volta de 1550, e em nada se pronunciou contra a leitura da Bíblia, focando-se nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia, na Confissão e na Unção dos Enfermos.

Não satisfeitos, anticatólicos afirmam ainda que o Papa Pio IX nos anos 1846-74 definia a aversão da Igreja contra a Bíblia com estas palavras: “A leitura da Bíblia é um veneno!” – Em 1864 teria confirmado sua posição dizendo: “A propagação da Bíblia é uma peste!”(Doc. Sillabus, 8-12-1864).

Bom, o Papa Pio IX escreveu de fato o documento “Sillabus”, citado acima, porém, em lugar algum do documento existem as palavras a ele atribuídas de suposta condenação à leitura da Bíblia! É mentira!
http://www.veritatis.com.br/article/457 (Doc. Sillabus completo em português)

Diante disso, agora, protestantes batistas afirmam que o Documento de Pio IX chamando a Bíblia de peste, seria a Encíclica “Quanta cura”, de 08 de dezembro de 1864, mas, neste documento papal também não existe tal expressão para a Bíblia. Tal Documento se expressa justamente contra os governos que queriam suprimir ou desvalorizar a religião, a Igreja, a Bíblia.



E quanto ao Papa Gregório IX, ele proibiu fortemente a leitura da Bíblia? Não! O Concílio de Toulouse liderado por ele, condenou a Bíblia nas mãos do povo? Claro que não! O que a Igreja condenou naquele concílio, foram os ensinamentos orais e heréticos de uma seita Cátara, formada por cristãos que se separaram da Igreja Católica. Os albigenses ou cátaros acreditavam em dois deuses (um bom e um mau), aprovavam e incentivavam o aborto, pregavam a reencarnação, negavam a Trindade, rejeitavam a existência do inferno, e proibiam o casamento a quaisquer dos membros da referida seita. E ainda mais usavam erradamente a Bíblia para tudo isso!!! A Igreja condenou este mau uso da Palavra de Deus da parte deles.


::: Igreja Católica e a Tradução da Bíblia::::

Podemos perceber que a preocupação maior de Deus durante toda a história da humanidade, desde a história do Judaísmo, que começa com Abraão (a cerca de 4.000 anos atrás), não era com a escrita, e sim, com o ensinamento oral, falado, contado. Passado de geração a geração, de boca a boca (Ex 13, 7-8.13.16)! O Judaísmo começou com o chamado de Abraão há cerca de 4.000 anos, mas, Deus já agia com Seus servos desde Adão e Eva!!! Pois bem, mas o Antigo Testamento só começou a ser escrito a cerca de 3.250 anos atrás. A escrita surgiu na Terra desde o ano 3.500 a.C.! Ou seja, dois séculos depois do surgimento da escrita, a Bíblia começou a ser registrada por escrito! Narrando os fatos de milênios antes, começando pela criação do mundo.

Segundo os historiadores cristãos, quando Jesus começou a pregar Seus ensinamentos também não havia ninguém anotando Suas Palavras enquanto Ele falava!!! O Novo Testamento só começou a ser escrito por volta do ano 52d.C.! E mesmo assim nem foi o Evangelho, e sim a Carta de São Paulo aos Tessalonicenses. A partir daí, o NT começou a ser registrado. Então, desde o nascimento de Jesus até a primeira letra do NT ter sido escrita, se passaram 52 anos. O NT foi concluído pelo Apóstolo e Evangelista São João, por volta do ano 90/100dC. E mesmo assim, haviam escritos falsos. E surgiram muitos escritos falsos ao longo dos primeiros séculos de Cristianismo. A Bíblia cristã só foi organizada definitiva e oficialmente no século IV, pela Igreja Católica Apostólica Romana! Foram muitos séculos vivendo mais das pregações, do que se ter uma Bíblia Cristã completa em mãos. E muito menos nas mãos de povo.

O evangelho era pregado na forma áudio visual (palavras e sinais), como no tempo dos apóstolos. Além das pregações, as pinturas bíblicas evangelizavam, desde as catacumbas cristãs de Roma, no século I até o séc. IV. Após o fim da perseguição do império romano aos cristãos, no século IV, os cristãos puderam começar a erguerem templos, e não precisaram mais se encontrar escondidos como nas catacumbas. Os textos da Bíblia eram ilustrados nas imagens das igrejas. Só a Catedral de Chartres, na França, tinha cerca de sete mil cenas bíblicas do Antigo e do Novo Testamento.

Mesmo depois do século IV e por alguns séculos a diante, quem quisesse possuir uma Bíblia precisava encomendar o trabalho a um escritor especializado, para escrevê-la À MÃO, o que demorava alguns anos, ficando assim muito caro tal serviço. Os monges católicos também traduziam Bíblias que ficavam guardadas para estudos e outras eram expostas em determinados lugares públicos. Era muito complicado, trabalhoso e custoso, traduzir Bíblias porque todas eram feitas a mão, uma por uma. Tinha que se ter respeito, conhecimento profundo de grego e hebraico, paciência, texto original, material...

Mas, sempre foi missão incansável da Igreja, levar o evangelho a todas as criaturas. Desde o século I! A pedido do Papa Damaso, São Jerônimo passa toda a Bíblia para o latim, no século IV, língua universal da época. Logo, a Igreja Católica foi a primeira em toda a História, a traduzir a Bíblia inteira para outra língua! No século IX, quando os primeiros missionários católicos chegaram aos países russos, descobriram que o povo de lá não tinha sequer um alfabeto, e muito menos livros escritos.

São Cirilo e São Metódio, então, inventaram o alfabeto na língua russa só para melhorar o ensino dos evangelhos. Em 885, São Metódio traduziu a Bíblia inteira neste idioma eslavo. (The Catholic Encyclopedia, Volume XV Copyright © 1912) e (Warren H. Carroll, The Building of Christendom (Christendom College Press, 1987) pp. 359, 371, 385).

Só em 1454 (séc. 15), foi que surgiu A PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA: Um católico chamado Gutenberg causou grande excitação quando no outono daquele ano exibiu uma amostra na feira do comércio de Frankfurt. Gutenberg rapidamente vendeu todas as 180 cópias da Bíblia da Vulgata latina até mesmo antes da impressão estar acabada. Embora tenha gasto cerca de 4 anos para forma a primeira “forma” da Bíblia, com sua equipe (The Bible Through the Ages © 1996, Readers Digest Association, New York).

Já em 1466, a Igreja Católica deu à Alemanha, a PRIMEIRA BÍBLIA IMPRESSA EM ALEMÃO: Isto foi 58 anos antes de Lutero fazer sua Bíblia alemã em 1524. Nestes 58 anos os católicos imprimiram 30 diferentes edições alemãs da Bíblia. (Holman Bible Dictionary © 1991). Logo, ao contrário do que se pensa, nem na Alemanha, sua terra natal, o primeiro líder protestante, Martinho Lutero, foi o primeiro a traduzir a Bíblia para o alemão. E sim, o Catolicismo!!!

DIVERSOS AUTORES PROTESTANTES de língua inglesa e o próprio Martinho Lutero, confirmaram que a Igreja Católica NUNCA FOI CONTRA a leitura da Palavra de Deus, ao contrário, sempre zelou pela Bíblia:

O Catolicismo Romano tem um alto respeito pelas Escrituras vendo nelas uma fonte de conhecimento… De fato, o ensinamento oficial da Igreja Católica acerca da inerrância e inspiração das Escrituras satisfariam o mais rigoroso dos fundamentalistas protestantes.” (Robert McAfee Brown, “The Spirit of Protestantism, Oxford”/O Espírito do Protestantismo; Oxford Univ. Press, 1961, pp. 172-173).

Veja que o próprio Lutero dizia que havia traduções católicas nas línguas de cada nação: “foi um efeito do poder de Deus que o papado preservou, em primeiro lugar, o santo batismo; em segundo, o texto dos Santos Evangelhos, que era costume ler no púlpito na língua vernácula de cada nação…” (De Missa privata, ed by Jensen, VI, Pg 92). [Lutero acaba de afirmar que haviam em sua época várias Bíblias traduzidas pela Igreja Católica em diversas línguas locais!!!]

Veja, agora, uma norma católica de 1480, que por si só, seria suficiente para encerrar esta questão:

Todos os cristãos devem ler a Bíblia com piedade e reverência, rezando para que o Espírito Santo, que inspirou as Escrituras, capacite-os a entendê-las… Os que puderem devem fazer uso da versão latina de São Jerônimo; mas os que não puderem e as pessoas simples, leigos ou do clero…devem ler a versão alemã de que agora se dispõe, e, assim, armarem-se contra o inimigo de nossa salvação” (The Publisher of the Cologne Bible [1480] ).


SOLA SCRIPTURA, TRADIÇÃO E DOGMAS

(( ::: SOLA SCRIPTURA :: ))


Sola Scriptura significa “Só a Escritura”. É uma expressão que partiu de Martinho Lutero, ex-monge católico, que por várias discordâncias com a Igreja Católica, acabou dando início ao ramo do Cristianismo chamado de Protestantismo. Para ele, toda a Doutrina Cristã se encontra na Bíblia, não sendo necessária orientações e ensinamentos de papas e concílios.

Mas, será que realmente é assim? Ora, já que Jesus Cristo confiou a São Pedro e à Sua Igreja a autoridade de ligar e desligar, ou seja, definir o que deve ser aceito ou rejeitado na Doutrina Cristã, com certeza não estava se referindo somente às questões que já estão definidas pela Bíblia (Lc 10:16; Doc. Lumen gentium 20; Catecismo da Igreja Católica 85-87). Pois, o que já está definido nas Escrituras já está definido, e mesmo assim ainda causa divisões de interpretações!!!... Imagine questões que vão além do que foi registrado nas Escrituras.

Jesus passou por isso e também foi acusado de querer abolir, acabar, adulterar a Lei Antiga ou desrespeitar autoridades civis, em assuntos como::: cura, caridade e trabalho em dia de sábado (Mt 12, 1-13), apedrejamento das pessoas adúlteras (Jo 8, 1-11), imposto ao imperador César (Mt 22, 15-21), pagamento de Tributo ao Império Romano (Mt 17, 23-26)...

Foi assim também com os Apóstolos, a partir de São Pedro, que precisou resolver, à Luz do Espírito Santo, as novas questões que apareciam, e que tinham grande importância para o Cristianismo::: Escolha do substituto de Judas Escariotes (At 1, 15-26), explicação do Pentecostes (At 2, 14-41), consumo de animais considerados impuros (At 10, 9-16), pregação e unção aos pagãos (At 10, 44-48; 11:1), circuncisão dos recém-convertidos ao Cristianismo (At 15, 1.7-29)...

Em casos mais críticos, como o da circuncisão de novos cristãos, São Paulo consultou os Apóstolos, e quis conhecer Pedro, chamado Cefas (At 15, 1-2; Gl 1:18). Foi, é, e será assim com Sua Igreja até o fim dos tempos. Novas questões surgiram, surgem e surgirão, e será necessário, mais do que a Palavra de Deus registrada contém para poder direcionar o povo católico. Porém, a Bíblia será sempre a base para as orientações da Igreja sobre “novos” temas.

Exemplos de “novos temas” da atualidade: eutanásia, clonagem de embriões humanos, união civil e/ou religiosa de homossexuais, inseminação artificial, fertilização em vidro, doação e transplantes de órgãos, doação e transfusão de sangue...

E não é apenas porque a Bíblia não fala, pelo menos clara e diretamente, sobre certo tema, que ele deva ser aceito como prática correta. Muitos outros assuntos ao longo dos séculos precisaram ter a posição oficial da Igreja Católica como pastora do rebanho. Devo lembrar que mesmo Lutero defendendo a Sola Scriptura, defendia Juntos com alguns outros reformadores protestantes o batismo de crianças, dogma da Mão de Deus, uso de imagens, e hoje, intercessão dos santos.



(( ::: TRADIÇÃO :: ))


Tradição é todo ensinamento passado entre gerações, que ao contrário do que se pensa, não se trata apenas de transmissão oral, mas também, escrita ou de outra forma qualquer. E não se trata sempre de lendas ou crendices. Veja, acredita-se que o primeiro Livro da Bíblia a ser escrito foi o de Jó, por volta de 1.600 anos antes de Cristo nascer. Logo, todos os acontecimentos anteriores só eram conhecidos pelos israelitas através da Tradição Oral (origem do mundo, vida dos patriarcas Abraão Isaac e Jacó, Davi dilúvio, fuga do Egito... (Ex 12, 24.26-27)!

Muitos séculos depois é que tudo isso passou a ser registrado, e tivemos a Tradição Escrita. Tradição significa tudo que é conservado entre gerações. O mesmo vale até para os Evangelhos e todo o Novo Testamento. Ora, como os primeiros cristãos poderiam se guiar só pelas Escrituras, segundo querem os protestantes, se o Novo Testamento ainda estava sendo escrito no século I? Aliás, nenhum Discípulo ou Apóstolo de Cristo tinha escrito nada nas duas primeiras décadas após Jesus ter subido aos Céus, 40 dias depois da Ressurreição!!!!

O primeiro Livro do NT a ser escrito foi a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses lá pelo ano 50 d.C. O próprio São Lucas, que era médico, afirma ter composto todo o Terceiro Evangelho a partir do que escutou das testemunhas oculares das obras de Cristo (Lc 1, 1-4). O Apocalipse é o mais recente, sendo o último Livro da Bíblia e último a ser composto, por volta do ano 100 d.C.

Toda a Bíblia, com os Livros Autênticos só foi definida no século 4, e a Bíblia Protestante só foi definida por Martinho Lutero, mais de 1.500 anos depois de Cristo!!! Ou seja, só se pôde falar em Bíblia tal como a conhecemos hoje, a partir do séc 4, quando os escritos foram reunidos e separados dos falsos. Até então ainda havia quem tinha dúvidas sobre a Carta aos Hebreus, por exemplo.

Nenhum cristão, principalmente dentre os do primeiro e segundo século, andava com a Bíblia na mão, ou a tinha em casa. Tudo era pregado através de palavras. Só depois da segunda década após a ressurreição de Cristo, começaram as Cartas de São Paulo e de alguns Apóstolos. Então, como poderiam seguir apenas as Escrituras??? Como vimos a Bíblia só teve um impulso maior de divulgação com o surgimento da imprensa, no século 15, por iniciativa católica. Raras pessoas e geralmente ricas, porque o costeio era muito, tinham a Bíblia em casa, e muitas vezes nem era completa. Eram feitas a mão antes da imprensa.

Logo, não se deve pensar que Tradição é algo a não ser dado crédito, que são mentiras, lendas ou fábulas. Pelo menos, não no caso da Tradição Bíblico-Apostólica-Católica, que é um registro Divino da História de Salvação do povo de Deus. O que os chamados Pais da Igreja, desde o século I, possuem respaldo bíblico, como veremos nesses estudos. Sendo assim, percebemos que “A transmissão do Evangelho, segundo a ordem do Senhor (Mc 3, 13-14), fez-se de duas maneiras:

Oralmente “pelos apóstolos, que na pregação oral, por exemplos e instituições, transmitiram aquelas coisas que ou receberam das palavras, da convivência e das obras de Cristo ou aprenderam das sugestões do Espírito Santo (Catecismo da Igreja Católica 76; Mt 28, 19-20)”

Por escrito “como também por aqueles apóstolos e varões [homens] apostólicos que, sob inspiração do mesmo Espírito Santo, puseram por escrito a mensagem da Salvação”. Embora que isso tenha sido feito décadas depois dos fatos ocorridos (Doc. Dei Verbum 7; Catecismo da Igreja Católica 83; Lc 1:3)

Mas, como já vimos, a Igreja enfrentou “novas” questões ao longo dos séculos e precisou expressar sua decisão, daí passamos a ter a Tradição Apostólica, aceita e transmitida aos fiéis, tendo a Bíblia como base, porém, com a Inspiração Divina para cada época de cada questão levantada. Veja, se são assuntos “novos” a Bíblia vai conter bases, indícios nunca uma afirmação com todas as letras. Você não vai encontrar na Bíblia em hipótese alguma, palavras como clonagem humana, por exemplo. Daí a Autoridade e Luz do próprio Cristo, confiadas à Igreja virem dar o direcionamento sobre clonagem.

Veja, Jesus critica as roupas tradicionais dos sacerdotes judaicos, mas, tais roupas, foram definidas pelo próprio Deus na Lei dada a Móisés (Mt 23:5; Nm 15, 37-41)! Pois, Cristo não estava condenando as roupas sacerdotais tradicionais, e sim, a vaidade em poderem usá-las por serem sacerdotes, e o fato de serem apenas fachadas de sacerdotes hipócritas. Isso serve para cada um de nós católicos, e também para pastores protestantes e membros. Não é a tradição ou o costume em si, mas sim, a falta de prática de fé no dia-a-dia.

São Paulo exorta aos fiéis a guardarem as tradições, o que aprenderam “de boca”, ou seja, oralmente, sem nada escrito (At 2:42; 1.ª Cor 11:2; 2.ª Tes 2:15; 1.ª Tm 6:20; 2.ª Tm 2:2; )... Claro, não se deve seguir uma religião, igreja ou crença alguma pelo único fato de ter sido criado nela, ou “convertido” a ela. Segue-se o Catolicismo porque é a única Igreja, o único ramo de Cristianismo que existe desde o tempo de Jesus e está até hoje, com a garantia de não ser vencida pelos infernos (Mt 16:18)!

Todas as outras Igrejas cristãs, têm sua origem, direta ou indiretamente, na Igreja Católica Apostólica Romana. Ela é única raiz em comum, não há absolutamente nenhuma outra. Por outro lado, as tradições populares que são ligadas à religiosidade católica, mas, que envolvam superstições, crendices, sincretismo, não são apoiadas pelo Vaticano (Catecismo da Igreja Católica 83).

(( ::: DOGMAS :: ))


O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando... propõe verdades contidas na Revelação Divina ou verdades que com estas [verdades divinas] têm uma conexão necessária... Os laços mútuos e a coerência dos dogmas podem ser encontrados no conjunto da Revelação do Mistério de Cristo” (Concílio Vaticano I, Catecismo da Igreja Católica 90)
O Magistério da Igreja é o Ensinamento, que conta com o auxílio dos Cardeais junto ao Papa, e com a declaração final do Papa. Um dogma pode ser definido unicamente pelo Papa. Um dogma não é fruto do bel prazer de um Papa, mas, sim de uma conclusão após longo estudo e oração de algo que alguém ou grande parte do povo, católico ou não, levantou dúvidas ou ensinou como verdade.

Existem Dogmas Católicos que são aceitos pela maioria dos protestantes, como por exemplo, o dogma da “Santíssima Trindade”. Principalmente quanto ao fato do Espírito Santo ser Divino. A expressão “Santíssima Trindade” não existe na Bíblia, mas, muitas Igrejas Protestantes a usa, e o conceito da Trindade é semeado ao longo de toda a Bíblia. Também é aceito pelas igrejas protestantes pioneiras, o Batismo de crianças, o dogma da Mãe de Deus, intercessão dos santos...

Ter o Domingo como o Dia principal de Adoração a Deus é fruto da Tradição Católica! Não existe na Bíblia nenhuma ordem expressa para se mudar o Sábado pelo Domingo, mas sim, sinais dessa transferência. Por outro lado, os protestantes possuem suas tradições próprias, que não possuem sustento bíblico algum, tias como: batizar as pessoas a partir dos 12 anos de idade (não existe isto na Bíblia), expulsar os já membros da Igreja que tenham praticado relações sexuais antes do casamento e não querem se casar (não existe caso algum de expulsão por isso na Bíblia), usar pão comum e suco de uva quando “celebram” a última Ceia (Jesus usou pão sem fermento e vinho)...

Tradições e Dogmas Católicos não são acréscimos à Palavra de Deus. Quando a Igreja Católica aceitou 7 livros do AT e 7 livros do Novo Testamento, também foi acusada pelos protestantes de estar acrescentando livros à Bíblia. Hoje, há judeus que aceitam bem os 7 livros deuterocanonicos do AT como historicamente fiéis, e algumas Igrejas Protestantes (inclusive a Luterana) também os aceitam, como podemos ver na Bíblia TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia). Quanto aos 7 livros do NT - Hebreus, Tiago, 1.ª e 2.ª João, Judas, 2.ª Pedro e Apocalipse -, todas as Igrejas protestantes acabaram os aceitando.

A Igreja crê que toda a Verdade já foi revelada, mas não foi plenamente compreendida (Hb 1, 1-2; Catecismo da Igreja Católica 65-66). Haja vista as supostas contradições e erros que são levantados contra ela. Não se sabe com detalhes como é o Céu, onde o Pai habita, nem o inferno, ou que dia será a 2.ª Vinda de Jesus, nem temos a interpretação correta do Apocalipse e de algumas outras profecias bíblicas... A questão do Domingo, da Trindade, dos Livros autênticos... E Jesus diz ainda “Muitas coisas ainda tenho a vos dizer, mas, não podeis suportar agora...” (Jo 16:12) e que outros ensinamentos foram realizados por Cristo Jesus, mas, que não caberiam em todos os livros do mundo (Jo 21:20). Então, só há um depósito da fé, a Igreja a quem Cristo confiou toda a Autoridade na Terra, com confirmação no Céu (Mt 16, 16-19)!

Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os apóstolos deixaram como sucessores os bispos, a eles transmitindo o seu próprio encargo de Magistério [ensino]. Com efeito, a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos.

Esta transmissão viva, realizada no Espírito Santo, é chamada de Tradição enquanto distinta da Sagrada Escritura, embora intimamente ligada a ela. Através da Tradição, a Igreja, em sua doutrina, vida e culto, perpetua e transmite a todas as gerações tudo o que ela é, tudo o que crê. O ensinamento dos santos padres [padres e bispos já canonizados] testemunha a presença vivificante desta Tradição, cujas riquezas se transfundem na praxe [hábito] e na vida da Igreja crente e orante.

Assim, a comunicação que o Pai fez de Si mesmo pelo Verbo [Jesus, Palavra realizada] no Espírito Santo permanece presente e atuante na Igreja: O Deus que outrora falou mantém um permanente diálogo com a esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através dela no mundo, leva os crentes [pois nós cremos] à verdade toda, e faz habitar neles abundantemente a Palavra de Cristo” A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão estreitamente unidas e comunicantes. (Doc. Dei Verbum 7-8; Catecismo da Igreja Católica 77-79)

3.ª Aula – Criação & Evolução

O Universo foi criado por Deus, ou surgiu do acaso e evoluiu sozinho? Vamos analisar passo a passo, primeiro a ciência e logo após, a Bíblia:

> CIÊNCIA (mundo formado em bilhões de anos)...

  • Big Bang (Grande Explosão) - É a idéia de que todos os elementos do universo já estavam extremamente comprimidos num único ponto, menor do que a cabeça de uma agulha. E aí teria havido uma grande explosão.

  • Da poeira cósmica da explosão se formaram as estrelas e os planetas do universo;

  • Como a Terra estava um caos, em meio a intensas trovoadas, um raio teria caído sobre algum micro ser e ter lhe dado a vida;

  • Ou ainda, a vida teria surgido primeiro na água, com os primeiros seres microscópicos; A vida na Terra poderia ter vindo ainda de algum pedaço de asteróide do espaço com vida extraterrestre microscópica.

  • A Vida chega ao solo através dos anfíbios (seres q são aquáticos e terrestres ao mesmo tempo). Teriam surgido então os répteis, depois mamíferos, tendo as aves surgido antes do homem.

  • Os seres evoluem sozinhos, conforme as necessidades de sobrevivência, até chegarem a se tornarem mamíferos, como os macacos. Os macacos foram evoluindo, ficam de pé, falam, e chegam a um grau de evolução em que são chamados de “homo sapiens” (homem inteligente).


>> BÍBLIA (em 6 dias)...

  • Faça-se a luz – Deus criou tudo, inclusive a grande luz inicial, a partir do nada (Gn 1,1.3)

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