segunda-feira, setembro 12, 2011

A Revolução cultural e a decadência religiosa do século XXI

O Komintern e a revolução comunista de Berlim

No final da I Guerra Mundial, logo após a vitória dos comunistas na Revolução Russa, foi criada a Internacional Comunista (ou Komintern). Seu principal objetivo era criar uma União Mundial de Repúblicas Soviéticas. Dominada pelo Partido Comunista da União Soviética, a Internacional emitia diretrizes que deveriam ser seguidas por todos os seus filiados.

Um desses filiados foi a Liga Espartaquista, ou Liga Spartacus. Este foi um movimento de esquerda, marxista e revolucionário, organizado na Alemanha durante e imediatamente após os anos da I Guerra Mundial. Seu período de maior atividade foi durante a Revolução de 1918 na Alemanha, quando pretendeu incitar uma revolução socialista na Alemanha.

Em 1918, a Liga, juntamente com outros agrupamentos, aderiu ao Komintern e tornou-se o Partido Comunista da Alemanha (Kommunistische Partei Deutschlands, ou KPD). Algum tempo depois, em 1919, o KPD tentou uma revolução armada comunista em Berlim. Entretanto, em pouco tempo a insurreição foi derrotada.



Escola de Frankfurt: nasce o Neo-Marxismo

Anos mais tarde, entre as décadas de 20 e 30, surgiu na Alemanha a Escola de Frankfurt. Os seus pensadores eram buscavam, entre outros temas, as falhas na revolução da classe trabalhadora durante a revolução de 1919.

Karl Marx havia previsto que uma revolução comunista deveria ocorrer a partir da classe trabalhadora. Entretanto, a Escola de Frankfurt notou que foi justamente na classe trabalhadora aonde o comunismo encontrou maior rejeição.

A Escola de Frankfurt, principalmente através do filósofo Herbert Marcuse, buscou entender quais as raízes dessa rejeição. A conclusão alcançada por Marcuse foi de que a classe trabalhadora possuía certos valores aos quais estava ligada acima de qualquer valor ideológico. Entre esses valores, ele destacava a família, a moral, a pátria e a religião.

Seguindo a linha de pensamento de Marcuse, o filósofo italiano chamado Antonio Gramsci destacou que todos esses valores formavam a "cultura" de um povo. Assim, o modo de produção capitalista não residia apenas no aparato do Estado, mas também na hegemonia cultural presente nas instituições que representavam os valores morais vigentes.

Diante disso, para que a revolução socialista fosse aceita pela classe trabalhadora, Gramsci propôs uma  revolução cultural: ou seja, a revolução socialista deveria partir da desconstrução das instituições que sustentavam os valores morais capitalistas.

Dentre essas instituições destacam-se o sistema educacional, as instituições religiosas e os meios de comunicação. Segundo Gramsci, as classes dominantes "educam" os a classe trabalhadora para que estes viva em submissão às primeiras como algo natural e conveniente, inibindo assim sua potencialidade revolucionária.





A teoria de Gramsci começou a ser posta em prática na segunda metade do século XX. Assim, a revolução cultural proposta por Gramsci começou a agir em três campos paralelos no mundo ocidental: o domínio cultural das universidades, a desinformação através dos meios de comunicação e a desconstrução das instituições religiosas.

No que diz respeito à desconstrução das instituições religiosas, o primeiro e principal alvo foi a desvalorização da Igreja Católica (nos países católicos) e das igrejas protestantes tradicionais (nos países com maioria protestante). Essa descontrução tinha objetivos específicos de acordo com o campo de ação em questão.

Nas universidades, existiam dois objetivos principais. Um deles foi atribuir um caráter maligno e criar uma associação direta entre eventos históricos e a igreja. Desta forma, a partir da metade do século XX, acadêmicos ligados ao Komintern buscaram remodelar eventos históricos sob a ideologia marxista. Outro objetivo foi a divulgação do pensamento ateísta a do fomento à pesquisa com ideologia ateísta, como pesquisas relacionadas com a teoria da evolução.

Aos meios de comunicação coube o papel de propagar valores anticristãos, especialmente a liberação sexual. Assim, os meios de comunicação (especialmente a TV) se propunham a desvirtuar valores como o matrimônio, a monogamia e o heterossexualismo.

Por fim, a desconstrução das instituições religiosas também foi fomentada de dentro das próprias instituições. Na Igreja Católica o maior exemplo desse fato é a teologia da libertação, que obteve bastante destaque principalmente a partir dos anos 70 no Brasil.

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